Isso não é nenhuma história nova. Sabemos que, no atual cenário econômico, o setor corporativo tende se tornar cada vez mais competitivo. Consequentemente, toda essa corrida comercial aumenta a produtividade das empresas. É o tal do ”produzir mais para vender mais”.

Porém, a grande questão discutida nos dias atuais gira em torno dos verdadeiros efeitos dessa competitividade. Os impactos afetam não somente a nós, seres humanos produtores e consumidores, mas afetam também o meio ambiente  de forma direta.

A natureza pede socorro.

Considere todas as coisas descartáveis que você possui na sua casa. Vale olhar na geladeira, na dispensa, no banheiro, no cantinho do cachorro. Não dá nem pra contar direito, né? Agora imagine que não se trata apenas da sua casa, mas sim de milhares de outras casas, instituições e empresas que produzem esse tanto de lixo. E onde todo esse lixo é jogado?  Ah, deve ter espaço pra tudo isso…

Infelizmente não.

Sendo assim, o meio ambiente vem sofrendo notáveis abalos em detrimento de nossos atos, e as sequelas incidem diretamente à nós. Se as devidas providências não forem tomadas de imediato, as consequências podem atingir proporções inimagináveis.

Por conta disso, nos dias de hoje, um dos maiores desafios das companhias vem sendo a construção de uma proposta de desenvolvimento sustentável, cujo seus valores e missão estejam também envolvidos com a causa ambiental. De acordo com a lei nº 12.305, sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Logística Reversa pode ser definida como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. Ou seja, ela coloca o fabricante como responsável pelo ciclo de vida de um produto, já que estes são depreciados com o tempo, param de funcionar, ou simplesmente ficam obsoletos.

E agora vem a boa notícia…

Os impactos do lixo não precisam ser totalmente negativos. Só depende de você!

O mercado da reciclagem é uma excelente estratégia para agregar valor às vendas. Especialistas apontam que os custos com a logística reversa no Brasil atingem cerca de R$ 10 bilhões a cada ano e que esses custos deverão aumentar de forma significativa no futuro.

Não podemos deixar de mencionar também, que a aplicação da logística reversa exigirá das empresas uma melhor gestão da área de supply chain. Aqui não caberá espaço para má gestão, desperdício de tempo e dinheiro. Os processos terão de ser mais eficientes e mais sustentáveis. Profissionais da área com o viés da sustentabilidade terão mais espaço e, certamente, muitas contratações serão feitas.

Como diz o título, tudo o que vai, volta. Mas o descarte excessivo de componentes materiais tem sim uma boa alternativa e pode retornar à sua empresa não em forma de problema, mas sim de oportunidade!

Depois de um longo tempo de lutas, temos agora políticas, acordos e projetos que vem crescendo com sucesso. Mas eles não funcionam sozinhos. Dependem da contribuição e dedicação de todos para serem continuamente melhorados!

Logística reversa é mais que um desafio. É uma questão de sobrevivência!