No último mês de fevereiro, a greve dos caminhoneiros abalou algumas regiões do Brasil, interrompendo a distribuição de vários produtos e causando impactos para o setor logístico como um todo.

Com a greve encerrada no último dia 3, os serviços foram normalizados. Mas o risco de uma nova greve existe, já que os caminhoneiros deram um prazo ao governo federal para que o mesmo atenda as demandas da categoria. Entre elas estão a redução no preço do óleo diesel e a criação e estabelecimento de uma tabela de preços mínimos para os fretes.

Para Ivar Schmitt, um dos líderes da paralisação do mês passado, o fim da greve ainda não está totalmente estabelecido. Para ele, é necessário esperar os prazos acertados com as autoridades: “A presidente (Dilma Rousseff) pediu o prazo. Acho que temos de dar esse prazo. Mas, se no dia 26 ela não vier com alguma coisa concreta, não tenho dúvida de que no dia 27 acontecerá a greve”.

Outras pautas de discussão da categoria são as novas medidas que o governo pretende implantar, como a redução de frota de caminhões de carga. Com o crescimento na compra de caminhões dos últimos anos, muitos destes estão com situação irregular na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Para acabar com esse problema, todos os veículos registrados pelo órgão serão recadastrados e ganharão um chip e um adesivo para facilitar a fiscalização. “Nossa intenção é tirar do sistema aquele que está cometendo irregularidades”, completa Jorge Bastos, Diretor Geral da ANTT.

A expectativa é que, ainda este ano, o assunto seja amplamente debatido entre autoridades e os profissionais.