Redução em contratações e vendas de veículos surge como resultado da crise

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) apresentou dados significantes sobre a venda de novos veículos em 2015: nos primeiros 5 meses do ano, a comercialização de novos caminhões caiu 43%.

Em publicação realizada no portal da Agência CNT de Notícias nesta segunda (15), outra notícias também foi destaque, esta referente a indústria de implementos rodoviários (no caso, reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis). A movimentação no setor apresentou uma queda de 40% no total de produtos emplacados no mesmo período do ano.

O mercado de trabalho, neste sentido, sofre com o reflexo dos percentuais apresentados. Com menos caminhões em circulação, menos cargas estão sendo transportadas, significando a redução no consumo e o desaquecimento das negociações e perspectivas de um futuro positivo perante a crise.

Um exemplo disso é o Estado do Paraná que, até meados de 2014, por falta de mão de obra qualificada e o crescimento da demanda de mercado no período em questão, obrigou as transportadoras a buscarem profissionais de outros países, como a Colômbia, por exemplo.

Segundo o presidente do SETCEPAR (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná), Gilberto Cantú, por enquanto não há previsão para contratações ou maior movimentação no setor: “Tem menos demanda e houve menor procura por esse profissional. É um reflexo! Não está se vendendo caminhão. Ninguém está ampliando ou renovando“, explicou.

Em 2014, 300 motoristas estrangeiros cadastraram os currículos junto ao SETCEPAR. O projeto foi um piloto desenvolvido pelas transportadoras paranaenses como alternativa para a falta de motoristas de caminhão qualificados no Brasil.

Com a retomada do crescimento econômico e o aquecimento nas demandas de mercado, Cantú argumenta que, com certeza, as empresas voltarão a buscar por esses profissionais: “Não é só para cobrir. É um profissional de qualidade que agrega para a transportadora”, destacou.

Conforme reportagem, cerca de 25 motoristas estrangeiros estão trabalhando na região da grande Curitiba, capital do Paraná.

Fonte: Agência CNT de Notícias | Natália Pianegonda.

2015-06-16T16:46:33+00:0016/06/2015 às 16:46|Notícias, Strada Express|