O Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC (DECOPE) divulgou um estudo que reflete o aumento do diesel, observado a partir do início de novembro, no custo do frete. Segundo dados apresentados, os 5% anunciados pela Petrobras pode impactar em até 1,72% no valor do custo final do transporte rodoviário de cargas.

Uma notícia impactante para toda a cadeia que sofreu com essa medida, uma vez que, junto com a mão de obra, é o insumo com maior representatividade nos custos totais do transporte, representando mais de 50% do valor total do frete. O resultado de qualquer aumento dessa natureza, é rapidamente sentido em todo o setor, que já sofre com a defasagem de valores sem a garantia do repasse.

Em um ano eleitoral que apresenta diversas incertezas para o país e os impactos no mercado logístico também refletidos pela Copa do Mundo no Brasil, o mercado desaquecido apresenta uma defasagem nos fretes na casa de 9,66%, segundo o DECOPE, em setembro deste ano.

Neste sentido, esse é um resumo atual e das expectativas futuras para o transporte rodoviário de cargas nacional, reforçando a preocupação apresentada desde o início do ano por executivos do setor, exigindo maior esforço em toda a gestão para um 2015 ainda em recessão e com muitas incertezas.

Fonte: Revista Mundo Logística