Segundo estudo inédito da CNT (Confederação Nacional do Transporte) Transporte e desenvolvimento – Entraves Logísticos ao escoamento de soja e milho, divulgado nesta segunda-feira (25), as más condições do pavimento das rodovias brasileiras geram um aumento de 30,5% no custo operacional.

O Brasil é o segundo maior exportador de soja e de milho do mundo, mas atualmente vem enfrentando graves problemas no transporte de grãos. Segundo o levantamento, 63,4% das vias utilizadas para escoamento apresentam alguma deficiência, prejudicando as condições ideais de trafegabilidade. Estudiosos apontam que, caso eliminados os gastos adicionais provenientes desse gargalo, haveria uma economia anual de R$ 3,8 bilhões. O montante corresponde ao valor de quase 4 milhões de toneladas de soja ou a 24,4% do investimento público federal em infraestrutura de transporte em 2014.

A percepção de quem depende rodar mais de 2 mil quilômetros da malha rodoviária para escoar a produção agrícola é de que chegamos em uma situação que merece devida atenção. Quase 86% dos embarcadores ouvidos durante o estudo consideram de porte gravíssimo o mal andamento e planejamento das rodovias.

/ Reprodução: Elaboração CNT

/ Reprodução: Elaboração CNT

 

O Transporte se torna mais caro em decorrência à má qualidade. Fato este que afeta diretamente na competitividade de nosso país. “Como a densidade da nossa infraestrutura rodoviária ainda é baixa, o custo sobe e o país perde competitividade. A gente percebe, por exemplo, que se houvesse uso mais intensivo de ferrovias e hidrovias, o custo da movimentação seria mais baixo e mais vantajoso”, explica Bruno Batista, o diretor-executivo da CNT.

O Brasil ocupa o 122º lugar no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial em relação a rodovias. Os Estados Unidos estão na 16ª posição e, a Argentina, na 110ª.

 

Fonte: Agência CNT