O programa de investimentos em logística que irá movimentar cerca de R$ 198, 4 bilhões em investimentos nos próximos anos,  promovendo ajustes mais favoráveis ao mercado para tentar destravar projetos em meio ao adverso cenário econômico que o Brasil enfrenta, continua sendo algo de muitas especulações.

Segundo a Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o comércio é o setor que poderá ser diretamente beneficiado pelo PIL, o programa de investimentos em logística.

As especulações são da economista Izis Janote Ferreira e segundo ela, o programa carece de regras mais claras para dar confiança ao investido privado. “Apesar de incertezas [especialmente regulatórias] quanto à sua implementação, o programa deverá criar melhores condições, no médio e longo prazos, para a atividade comercial, bastante capilarizada no país”, acrescentou.

“O programa tenta promover uma injeção de expectativas, na tentativa de criar um ambiente mais favorável para o comércio e à atividade econômica. Trata-se da promoção de uma agenda positiva com o intuito de apresentar soluções aos gargalos logísticos da economia brasileira”, disse ainda Izis.

Segundo a mesma, o aspecto positivo do projeto é que ele pode trazer ao setor rodoviário, renovações e ampliações de contratos referentes a concessões.  “Novas licitações [rodoviárias] já aprovadas e sem questionamentos jurídicos terão curso ao longo do ano de 2015, com reflexos mais imediatos na economia, tanto pelo viés do investimento, quanto pelos benefícios das próprias obras”, disse a economista.

Fonte: Exame