É preocupante o número de acidentes ocorrendo nas estradas brasileiras. Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) , o Brasil gasta, em média, 16,1 bilhões de reais em decurso de incidentes no trânsito. Mais do que a metade desse valor é consequente ao custo de óbitos. A cada ano, cerca de 45 mil pessoas morrem envolvidas em acidentes, e mais de 177 mil ficam feridas.

Segundo a ANTP ,já existem políticas que combatem esse problema, mas cabe a sociedade se formalizar para evitar riscos corriqueiros como ultrapassagens perigosas, avanços de sinal, álcool no volante, velocidade excessiva, entre outros. José Aurelio Ramalho, diretor presidente do ONSV, afirma que o maior problema é a falha na educação para o trânsito, principalmente tratando-se da formação de novos motoristas. Para ele, o sistema atual deposita sobre o aluno um amontado de regras e meios de memorização, mas não o leva a refletir sobre suas próprias atitudes dentro desse contexto.

Ainda segundo Ramalho, é de incumbência municipal insistir nessa didática para uma direção defensiva, assim com a fiscalização, o monitoramento das operações e o cuidado da engenharia e da segurança nas vias públicas , já que somente 26% das cidades atendem à exigência do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “É nas cidades que as coisas acontecem’’, ressaltou.

As estatísticas alarmantes colocam o país na posição 148 em um ranking internacional de seguração no trânsito, atrás até mesmo da Índia, conhecida mundialmente por seu tráfego desordenado. O tema foi debatido durante o III Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília (DF), e requer a atenção de todos.

Fonte: Agência CNT