No cenário econômico atual, marcado pela globalização e pela competitividade em que vivemos, todo desperdício ou perda financeira é considerado uma enorme tragédia. Devido principalmente à pressão por redução de custos, muitas empresas sentem a necessidade de evoluir rapidamente , elevando sua gestão de estoque e transporte para um nível muito mais tático e estratégico.

Em um artigo com duas partes, discutiremos a vitalidade, as dificuldades e os benefícios inimagináveis que giram em torno de uma  gestão competente e inovadora.

Começaremos então, com um assunto que tem tirado o sono de muitos gerentes logísticos: A estocagem.

Antes de mais nada, devemos entender o conceito como um todo. Estoques são um verdadeiro paradoxo. Ao sobrar, existe a preocupação com  a possível obsolência dos produtos ou materiais, com a falta de espaço físico e dificuldades de movimentação interna decorrentes de seu excesso. Ao faltar, gera estresse por conta da provável parada nas linhas produtivas ou da impossibilidade de não atendimento aos pedidos do cliente. O ideal é, então, encontrar em meio a esse desafio, um equilíbrio.

A partir desse entendimento, não é de se espantar que as consequências desastrosas da má gestão de estoques afetam fortemente toda a cadeia logística. Estoques mal administrados oprimem o capital de giro da empresa, geram baixo nível de serviço aos clientes internos e externos e contribuem diretamente para a queda da lucratividade. Estima-se que os custos financeiros e operacionais e operacionais provenientes de estoques mal gerenciados gerem 2% a 3% de custo adicional à empresa, em termos de receitas de venda. Pagamos um alto preço pelo desconhecimento de técnicas de gerenciamento, pela não utilização de ferramentas estatísticas – na maioria das vezes muito básicas e de fácil compreensão – e pela falta de investimento na capacitação de gestores e na aplicação tecnológica. Muitas ferramentas vem sendo desenvolvidas como apoio gerencial. A curva ABC, por exemplo, é uma das técnicas mais utilizadas, recolhe dados e gera uma tabela do excel que permite analisar uma variedade de produtos que possuem diferentes níveis de significância e que precisam ser manipulados e controlados de maneiras distintas. Invista em softwares de acordo com a realidade de sua empresa. Mas acima de tudo, invista na capacitação de seu gestor. Ferramentas e processos terão sua eficiência comprometida sem ter por trás delas uma figura devidamente preparada.

Desta forma, é inegável que o estoque esteja intimamente ligado  às principais áreas de operação das companhias, representando um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira. Sua correta determinante no início e no fim do período contábil para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. Dentro desse quadro, se bem administrado, ele acarreta grandes vantagens como a dianteira na corrida competitiva e o tão almejado corte de custos. Planejar com antecipação, monitorar constantemente o processo, garimpar as oportunidades sazonais e ter uma tomada de decisões crítica e corajosa, são alguns dos inúmeros fatores que devem ser repensados para que haja, de fato, a melhoria da sua gestão.  Tudo é uma questão de dedicação!

Preparação e adversidade não se encaixam na mesma frase.

 

Fontes: Mundo logística e TecHoje